sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Aos 81 anos, ex-patroa de Marina Silva conta a história da candidata à Presidência da República

"Marina sonhava em ser freira", diz ex-patroa de candidata à Presidência

Marina trabalhou como doméstica na casa de Terezinha Lopes, no Acre. 'Venceu os próprios medos', diz fonoaudióloga que teve Marina como babá


Veriana Ribeiro

Do G1 AC 
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Foi na casa de dona Terezinha da Rocha Lopes, de 81 anos, que, em 1975, a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, morou e trabalhou como doméstica e babá da fonoaudióloga Giselle Moraes, neta de Terezinha, logo que deixou o Seringal Bagaço, na BR-364, a 35 km de Rio Branco.
Em uma casa coberta de palha, Marina aprendeu a ler, a escrever e também a cozinhar e lavar roupa. A ex-patroa relembra que o maior sonho de Marina era ser freira e diz que ela chegou a estudar em um colégio religioso.
"Ela forrava um pedacinho de madeira, cobria com folhas brancas de caderno, arrumava os santinhos e usava pires para acender as velas. Toda noite, ela e minha filha passavam horas rezando. Marina sonhava em ser freira e também induziu a minha filha, que dividia o mesmo sonho, mas nenhuma das duas se tornou. Ela pediu ajuda a Deus com tanta força e devoção que está aí e vai virar nossa presidente", acredita Terezinha.
Marina chegou à família por meio de uma filha já falecida de dona Terezinha, que ficou sabendo de sua história. "Minha filha conheceu Marina e ao saber de sua história, trouxe ela para casa. Eu já tinha oito filhos, mas onde comem oito, comem mais", conta animada.

Durante pouco mais de um ano, Marina, segundo Terezinha, aprendeu a cozinhar e também a lavar roupa. "Meu filho trabalhava no Incra, passava mais de 20 dias dentro do mato, quando ele voltava a roupa estava daquele jeito, muito suja. Ensinei ela como lavava e ela fazia isso também", diz.
Marina era tímida e não falava muito. Entre uma tarefa e outra, a ex-ministra também cuidava da fonoaudióloga Giselle Moraes, de 42 anos, que tinha poucos meses de vida. "Minha mãe morava no interior e ela ficava comigo. Não me lembro porque eu tinha meses de vida, mas sempre que ela nos encontra faz questão de falar com todos", diz a fonoaudióloga.
A candidata dividia o quarto com a filha de Terezinha. A dona de casa conta que as duas eram muito amigas e que ela era a única pessoa com quem Marina conseguia conversar abertamente, por conta da timidez.
A filha de dona Terezinha morreu há cinco anos. "Minha filha ensinava caligrafia e meu marido as operações matemáticas. Ela passava o dia em casa e à noite estudava no Mobral [Movimento Brasileiro de Alfabetização]", relembra.
A fonoaudióloga acredita que Marina teve que lutar contra ela mesma para chegar até onde chegou. "Ela venceu os próprios medos, hoje é uma comunicadora, e pensar que anos atrás ela nem conseguia se expressar direito", pontua.



Aranha descarta encontro com gremista que o ofendeu


Aranha descarta encontro com gremista que o ofendeu
Aranha não quer encontro com torcedora que o ofendeu
Sem encontro. Pelo menos por enquanto, Aranha, goleiro do Santos, descarta encontrar a torcedora do Grêmio Patrícia Moreira, que o ofendeu com injúrias racistas na partida de ida da Copa do Brasil, no último dia 28 de agosto, na Arena, em Porto Alegre. Por meio da assessoria de imprensa do clube, o arqueiro afirmou que aguarda a investigação do caso e no momento está focado na disputa do Campeonato Brasileiro.
"O goleiro Aranha entende que não seja necessário tal encontro. Neste momento, a preocupação do camisa 1 do Santos FC é de que os responsáveis pelo ato racista sejam investigados e que respondam pelo ocorrido no último dia 28. Ele espera também que tal repercussão do caso sirva de lição para as praças esportivas e para a sociedade como um todo", disse o comunicado.
À imprensa, Patrícia Moreira se manifestou e ressaltou que não "teve intenções racistas" ao chamar o goleiro de macaco. Chorando muito, ela pediu inúmeras desculpas ao goleiro, ao Grêmio e à torcida tricolor. Sem responder perguntas dos jornalistas, a torcedora ficou menos de dois minutos na sala de imprensa.
"Boa tarde, eu quero pedir desculpas para o goleiro Aranha, desculpa mesmo, perdão de coração. Não sou racista. Aquela palavra macaco não foi racismo da minha parte. Não teve intenção racista. Foi no calor do jogo, o Grêmio estava perdendo. O Grêmio é a minha paixão. Eu vivi sempre indo ao jogo do Grêmio. Sempre. Largava tudo para ir ao jogo do Grêmio. Desculpas ao Aranha. Perdão, perdão, perdão mesmo", disse.

DR. MARCONDES, RAIMUNDO NETO E OS BACURAUS DE RIACHO DA CRUZ DIZEM SIM A GUSTAVO FERNANDES COM GRANDE CARREATA NAS PRINCIPAIS RUAS DE RIACHO DA CRUZ.