terça-feira, 2 de setembro de 2014

Internado, Rubén Aguirre, o professor Girafales, não consegue andar Segundo jornal mexicano, o ator não sai da cama

O ator Rubén Aguirre, mais conhecido pelo seu papel de professor Girafales, em Chaves, não está bem. Segundo o jornal mexicano El Universal ele está internado desde o final de agosto e não há previsão de alta. O filho do ator, Gerardo, contou à publicação sobre o estado de saúde do pai.

— Meu pai continua no hospital. Seu estado é delicado, mas estável. Estamos esperando que os médicos descubram porque está tão fraco, já que nem levanta da cama ou anda. Ele tem lido revistas, jornais e assistido TV e rádio para não ficar desesperado. Sempre foi muito ativo e ficar na cama é algo que o incomoda muito. Por mais confortável que seja o hospital, ele quer ir para a sua própria casa.

Durante sua internação, Rúben está fazendo vários exames para descobrir a causa de sua fraqueza. Ele foi ao hospital com desidratação.

— Ele foi examinado por um angiólogo e já examinaram suas plaquetas e glóbulos vermelhos. Também fizeram radiografias da coluna para descartar algum problema oculto. Estes exames demoram e estamos a espera dos resultados — disse Gerardo.

Aos 80 anos, Rúben também tem diabetes. Ele foi internado ao passar mal durante uma viagem. 

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DOBRADINHA : POLÍTICA EM RIACHO DA CRUZ COMEÇA DOBRADINHAS CASA- A- CASA

   A coisa ta esquentando, em Riacho da Cruz já começaram as dobradinhas, as visitas aos bairros que só acontecem de 4 em 4 anos estão acontecendo. É tempo de mostrar as caras, de colocar as mascaras.  matéria do blogger FotoCerta

Para Dilma, criminalização da homofobia não tem a ver com questões religiosas Presidente participou de ato na tarde desta terça-feira em São Bernardo do Campo

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, disse nesta terça-feira (2) que é a favorável à aprovação da lei que criminaliza a homofobia. Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no sindicato dos metalúrgicos do Grande ABC, ela afirmou que a medida não tem a ver com questões religiosas.
— É uma questão que eu acredito que seja do Estado. Não é uma questão de governo. Não se pode construir uma das maiores democracias do mundo sem respeitar duas coisas: direitos humanos e civis.
O apoio à aprovação da lei foi uma das partes retiradas do programa de governo de Marina Silva (PSB), adversária da petista, um dia após a divulgação. Apesar de a ex-senadora afirmar que a mudança aconteceu após um erro de redação, ela foi acusada de ter cedido à pressão dos setores conservadores.Dilma disse, ainda, que o importante nessa  questão é "discutir como é o processo de elaboração da lei".
Após a entrevista, a presidente subiu na sala onde acontecia a votação do plebiscito para a reforma política que está sendo organizado pelos movimentos sociais, mas os jornalistas foram proibidos de acompanhá-la. Em seguida, ela subiu em uma caminhonete ao lado de Lula e saiu para ato político no centro de São Bernardo.

Com 11 pontos a mais que todos, Henrique será eleito governador logo no primeiro turno! Números apontam que Candidato do PMDB cresceu 8,3% com relação à última pesquisa.



O crescimento de Henrique Alves, em relação à última pesquisa do Instituto Seta em todo o Estado, publicada também pelo No Minuto no dia 25 de junho, foi de 8,3 pontos percentuais. Henrique tinha 30,3% das intenções de voto. Robinson Faria, por outro lado, tinha 20,2% e cresceu 3,9 pontos percentuais. De acordo com o Seta, o número de votos para Henrique alcançou mais que o dobro dos votos de Robinson. Em termos absolutos, o nome de Henrique ganhou a adesão de cerca de 193 mil potiguares em dois meses.
Pelos números divulgados da Pesquisa Seta, Robério Paulino (PSOL) tem 2,6% dos votos; Simone Dutra (PSTU) tem 1,4%; e Araken Farias (PSL) tem 0,6%. Brancos e nulos têm 20,4% dos votos e 11,2% do eleitorado não respondeu ou não sabe em quem vai votar.
A soma dos demais candidatos resulta em 28,7% contra 39,7% de Henrique, ou seja uma maioria de 11 pontos percentuais para o candidato do PMDB para liquidar a eleição ainda no primeiro turno. Nesse caso, quando Henrique é colocado diante de todos os concorrentes somados, 11 pontos percentuais significam em termos absolutos cerca de 250 mil votos, tendo em vista o eleitorado potiguar de 2,327 milhões de pessoas.
Henrique abre ainda maior distância do segundo colocado, Robinson Faria, quando se analisa a pesquisa espontânea, aquela na qual o eleitor escolhe o seu voto sem a apresentação da lista dos candidatos. São 17 pontos percentuais de vantagem: Henrique Alves tem 35,3% dos votos contra 18,3% de Robinson Faria. Completam a lista Robério Paulino, com 1,8%, Simone Dutra, com 1,7%, e Araken Farias, com 0,5%. Na espontânea, 21,4% não respondeu ou disse não saber em quem vai votar e 21% declarou votar em branco e/ou nulo.
A rejeição dos candidatos foi medida pelo Instituto Seta. Os números mostram que 23,6% dos entrevistados responderam que não votariam em Henrique Alves e 18,4% disseram não votar em Robinson Faria. Robério Paulino, Araken Farias e Simone Dutra têm respectivamente 10%, 8,3% e 7,8% de rejeição. Brancos e nulos somaram 16,6% e 16% não sabem ou não responderam.
A pesquisa também incluiu a intenção de voto para o Senado Federal e registrou empate técnico com vantagem numérica para a candidata do PT, Fátima Bezerra, na pesquisa estimulada em relação a sua principal adversária, Wilma de Faria (PSB). Fátima conseguiu 31,8% dos votos contra 28,3% de Wilma. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. Roberto Ronconi (PSL) conquistou 4,3% das intenções de votos, a professora Ana Célia (PSTU) tem 1,4% dos votos e o professor Lailson (PSOL) tem 0,9% das escolhas.
Na pesquisa espontânea, a candidata do PT tem cinco pontos de distância d a candidata do PSB. Fátima Bezerra tem 26,6% dos votos e Wilma de Faria 21,6% dos votos. Completam a lista Roberto Ronconi com 2,6%, Professora Ana Célia com 1,4% e Professor Lailson com 0,8%. Brancos e nulos têm 21,6% dos votos e 25,4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
O índice rejeição para o Senado tem Wilma de Faria citada por 25,1% dos pesquisados; Fátima tem 18%; Roberto Ronconi rejeitado por 11,9%; Ana Célia por 6,2%; e Lailson Almeida por 6,1%. Brancos e nulos somam 17,2%, e não respondeu 15,5%.
A pesquisa Seta ouviu 1.700 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 26 e 28 de agosto. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento encontra-se devidamente registrado no TRE-RN pelo número RN-00017-2014.
A pesquisa do Instituto Seta traz números que reafirmam a liderança de Henrique para governador em todas as pesquisas, seja qual for o instituto Na última quinta-feira(28/08), o Ibope também publicou pesquisa com liderança do candidato do PMDB, Henrique Alves.
No levantamento, Henrique manteve o primeiro lugar no confronto direto com o segundo lugar, com 12 pontos à frente do vice-governador Robinson Faria (PSD): 40% a 28%. Henrique obteve 7% a mais que a soma de todos os outros concorrentes, o que também define a disputa eleitoral no dia 5 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Justin Bieber é detido no Canadá após acidente e agressão, diz site Segundo TMZ, cantor se envolveu em colisão entre quadriciclo e minivan.

Justin Bieber se apresenta em Brisbane, na Austrália, no dia 27 de novembro (Foto: AP/Tertius Pickard)O cantor Justin Bieber foi detido no Canadá sob acusação de agressão e direção perigosa após um acidente envolvendo um quadriciclo e uma minivan, informa nesta terça-feira (2) o TMZ. De acordo com o site de celebridades, a batida ocorreu na última sexta-feira (29), em Perth County, Ontario. O artista teria sido levado sob custódia pela polícia e, em seguida, liberado. Ele deverá se reapresentar ainda neste mês.
No mesmo dia, Bieber havia sido fotografado enquanto dirigia um quadricilo. Ele estava acompanhado de Selena Gomez. O site do canal de TV americano CNN reproduz a declaração do porta-voz da polícia da província de Ontario, Kess Wijnands. "A investigação revelou que, após a colisão, o motorista do ATV [quadriciclo] e o ocupante da minivan se envolveram em uma briga", afirmou
A reportagem do TMZ lembra que o cantor está em liberdade condicional pelo período de dois anos, após um incidente anterior, no qual foi indiciado por vandalismo ao jogar ovos na casa de um vizinho de sua residência em Los Angeles. O novo episódio poderia representar uma violação da condicional.

Chega de paz e amor: Robinson afirma que Henrique Alves nunca morou no RN, é um mentiroso e oportunista! Candidato do PSD, Robinson Faria, parte para o ataque e chama Henrique Alves de “adesista” e “candidato das pesquisas”.

O candidato do PSD a governador, Robinson Faria (PSD), elevou o tom das críticas ao candidato do PMDB, Henrique Alves. Em entrevista ao Jornal da Cidade, da FM 94, Robinson disse que o atual presidente da Câmara dos Deputados é o “candidato do acordão”, “o candidato das pesquisas”, “adesista”. Robinson classificou as propostas do adversário de “falácia” e “mentira”, apontou “oportunismo” político e “discurso falso”, além de tratá-lo como “candidato midiático”.

Foi o mais duro momento da campanha eleitoral até o momento. Segundo Robinson, Henrique adere a todos os governos com a promessa de ajudar o Estado, mas não consegue resolver os problemas, lembrando que, mesmo sendo presidente da Câmara, nada fez pelo governo Rosalba Ciarlini (DEM), onde mandava e desmandava, e que em eventos do governo, ele discursava como se fosse o governador e Rosalba a expectadora.
Robinson falou que Henrique não é oposição ao Governo Rosa, já que na gestão atual ainda tem pessoas ligadas a ele, como o secretário de Desenvolvimento, Sílvio Torquato, tio do deputado Gustavo Fernandes (PMDB), a secretário de Assistência Social, que tem o DNA do vice de Henrique, João Maia (PR), e o líder do governo, o democrata Getúlio Rêgo, que vota em Henrique. Robinson acusou Henrique de nunca ter morado no Rio Grande do Norte, de ter nascido no Rio de Janeiro, ter se criado no Rio e de ser carioca.
“A população sabe analisar os fatos e essas são suas propostas de um candidato que nunca morou no Estado, sempre teve uma carreira muito fácil, nasceu pronta nunca cavou com as unhas sua vida pública, já nasceu deputado federal, criado no Rio de Janeiro, carioca, formado no Rio”, disse.
Robinson afirmou que mesmo ocupando um dos cargos mais altos da República, Henrique não trouxe soluções ao governo Rosalba. “Ao contrário muita pirotecnia: afunda o calçadão de Ponta Negra e está lá o deputado Henrique para tirar uma foto. Se tem problema no hospital, ele fala que vai trazer ministro para resolver o problema. É o candidato midiático, é o político da mídia, mas resolutividade nenhuma. Então é uma coisa fantasiosa”, afirmou.
ADESISTA
Robinson disse que o conselho político, sugerido por Henrique, falhou no governo Rosalba. E que o peemedebista passou quatro anos mandando e desmandando na gestão estadual. “O conselho político de Rosalba, hoje está todo contra ela, e foi criado pelo candidato Henrique Alves, que passou quatro anos mandando, desmandando, dando ordens, falando por ela, chegava até em solenidades em que ele falava de projetos como se ele fosse o governador e Rosalba fosse apenas uma expectadora do seu governo, quando ele falava em nome do governo do Estado. Quando o governo perdeu popularidade de forma oportunista, ele se reuniu com esse grupo de ex-governadores”, disse Robinson.
Ainda sobre Henrique ser adesista, Robinson disse que Henrique aderiu e abandonou diversos governos. “Henrique aderiu ao governo de Iberê e de Wilma, ambos tiveram indicações em seus governos, sempre usando o argumento de querer ajudar o Estado, mais sempre indicando nomes para compor a equipe”, criticou, acrescentando que o peemedebista também se aliou aos governos de Micarla de Sousa em Natal, antes de chegar à gestão Rosalba. “O candidato Henrique não voltou na borboleta (Micarla), mas com pouco tempo estava participando e mandando e indicando cargos no governo de Micarla. Se você lembrar, ele indicou a esposa… Micarla naufragou, nem candidata foi, e ele abandonou Micarla”, criticou Robinson.
Na eleição 2010, menos de um ano após ser derrotado no palanque para o governo ao lado do candidato a governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), que disputava a reeleição, Henrique aderiu ao governo Rosalba. “Henrique apoiou Iberê e perdeu, mas com pouco tempo ele estava aderindo ao governo Rosalba, chegando a indicar seis secretários. E depois de passar quatro anos mandando e desmandando no governo Rosalba, criou até por ideia dele um conselho político, quando Rosalba perdeu popularidade, Henrique se reuniu com ex-governadores”, disse.
“Vou ganhar a eleição e ele vai ter que sentir o gosto da oposição”
O candidato do PSD, Robinson Faria, afirmou que vai vencer a eleição e que o candidato do PMDB vai sentir o gosto de ser oposição. “Vou ganhar a eleição e ele vai ter que sentir o gosto da oposição”, disse Robinson, que identificou a carreira política do candidato adversário como “grave carreira adesista”, sempre perdendo e aderindo aos vencedores.
“Henrique usa o discurso de oposição, um discurso falso, mentiroso, porque ele está dentro do governo, ele não entregou os cargos, é apenas para manter uma posição de oposição, sem ser oposição. Mais o grave em tudo isso é a sua carreira de adesista, ele perde e adere e governa. E agora eu vou ganhar a eleição e ele vai ter que sentir o gosto de saber o que é oposição”, afirmou Robinson.
Robinson disse que mesmo após romper com Rosalba, Henrique manteve seus indicados e apadrinhados políticos na gestão estadual. “O maior acórdão da história do Rio Grande do Norte… É bom lembrar que é tanta gente do PMDB, que mesmo com esse rompimento que ele fala que rompeu com Rosalba, ainda temos lá secretários afilhados políticos do deputado Henrique Alves, como por exemplo, Silvio Torquato, secretário de desenvolvimento, irmão de Elias Fernandes, tio do deputado Gustavo Fernandes. Temos a secretária de Assistência Social, ligada ao deputado João Maia, vice do meu adversário, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Getúlio Rego, apoiador também de Henrique Alves. No interior, nos municípios os cargos ainda estão nas mãos do PMDB”, afirmou.
FALÁCIA
Instado a avaliar o discurso do candidato do PMDB, de que tem conhecimento nacional para abrir portas em Brasília, pela influência e por ter sido deputado federal por mais de quatro décadas, Robinson classificou de falácia. “Isso é pura falácia por que ele não resolveu ocupando um dos cargos mais altos da República as soluções do governo de Rosalba, com tanto prestígio que ele tinha não resolveu nada. Não resolveu nada, nada mesmo. Ao contrário muita pirotecnia”, afirmou.
Segundo Robinson, Henrique “nunca viveu o cotidiano das nossas cidades, nunca andou no interior fora do calendário eleitoral, não dialoga com a sociedade, com as corporações, servidores. Agora sim quer dialogar, posar de moderado, nunca foi moderado. É um candidato que teme o voto livre. Se não temesse o voto livre, não teria feito o acordão”, disse, ao criticar a política de aliança do peemedebista, que tenta contemplar todas as correntes políticas dos municípios.
“Ele quer ter com ele todos votando nele, ou ele não se acha preparando para o debate? Ele não confia nas suas propostas? Quer chegar a Pau dos Ferros e ter o apoio da bandeira verde que na vida toda lutou por ele e quer também ao seu lado a bandeira vermelha? Ele quer ter os dois palanques por que tem medo da disputa democrática nas cidades do interior. Ele quer um acordão em Natal e no estado inteiro. Isso demonstra uma fraqueza, medo muito forte de enfrentar o julgamento das pessoas”, completou.

Dilma tenta se contrapor a Marina e defende criminalização da homofobia Declaração de presidente ocorre em meio à polêmica sobre mudanças no programa de governo da adversária

Após recuo de Marina, Dilma defende criminalização da homofobia
A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira a criminalização da homofobia. O posicionamento da petista ocorre em meio à polêmica envolvendo o plano de governo de Marina Silva. O texto divulgado na sexta-feira pela candidata do PSB trazia essa mesma defesa. Menos de 24 horas depois, porém, a campanha da ex-ministra do Meio Ambiente divulgou “errata” na qual excluiu o assunto do documento, entre outras bandeiras da causa gay que constavam da primeira versão.
“Eu sou contra qualquer forma de violência contra pessoas. No caso específico da homofobia, eu acho que é um ofensa ao Brasil. Então, fico triste de ver que temos grandes índices atingindo essa população. Acho que a gente tem que criminalizar a homofobia, que não é algo com o que a gente pode conviver”, disse a candidata à reeleição, logo após o debate realizado pelo SBT, pelo jornal Folha de S.Paulo, pelo portal UOL e pela rádio Jovem Pan.
O projeto que torna crime a homofobia (PLC 122/06) está em tramitação no Senado. Desde o ano passado o Palácio do Planalto vem orientando aliados a não votá-lo antes da eleição, na tentativa de evitar atritos com o eleitorado evangélico.
A campanha petista, porém, mudou de estratégia diante da ascensão de Marina nas pesquisas. A ex-ministra já divide a primeira colocação com a presidente - ambas têm 34%, ante 15% do tucano Aécio Neves, segundo o mais recente levantamento do Datafolha. Ao vir a público defender abertamente o projeto, Dilma tenta se contrapor de forma direta à adversária.
Horas antes do debate, Marina foi questionada, durante entrevista em São Paulo, sobre suas posições em relação à homossexualidade, sobre a alteração de seu programa de governo e, mais especificamente, sobre o projeto de criminalização da homofobia.
A candidata do PSB disse ser contra a aprovação do texto da maneira como está. Marina, que é evangélica, afirmou que é preciso definir claramente o que é “discriminação” e o que é “convicção”. “Há uma tênue dificuldade em se estabelecer o que é discriminação e o que é preconceito em relação ao que é convicção e opinião. É isso que precisa ser claramente definido. E o projeto (de lei da homofobia) ainda não deixa clara essa diferenciação”, afirmou.
O principal argumento de pastores contrários ao texto em tramitação no Congresso é de que os religiosos estarão sujeitos a uma espécie de censura, pois não poderão mais realizar pregações contra a homossexualidade.
Marina, porém, fez questão de afirmar durante a entrevista, que ninguém pode ser a favor de qualquer tipo de discriminação. “Devemos ter uma atitude de respeito e acolhimento da diferença. O respeito e o acolhimento da diferença fazem parte de uma cultura que se dispõe ao diálogo e combate a intolerância. Isso é válido para quem quer que seja. Não há nenhuma possibilidade de se ter nas leis brasileiras o acolhimento de qualquer forma de discriminação. Nem contra quem crê nem contra quem não crê. Nem por condição social ou por orientação sexual.”
Indagada sobre o recuo a respeito do apoio ao casamento de pessoas do mesmo sexo - outro tema caro à causa gay -, Marina voltou a dizer que o que houve de fato foi um engano na impressão do programa divulgado à imprensa. Repetiu que a versão apresentada na sexta-feira não tinha sido acordada entre os integrantes da campanha. A candidata afirmou ainda que sua posição é a defesa do Estado laico como uma conquista de todos os brasileiros e da Constituição. “Qualquer governante deve defendê-la. Estado laico não é Estado para defender ou impor nem a vontade dos que creem em relação aos que não creem nem a vontade dos que não creem em relação aos que creem”, disse ela.
Avançada. Confrontada com o fato de a mudança no programa ter sido elogiada pelo pastor Silas Malafaia e criticada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), defensor da causa gay, Marina respondeu que a sociedade tem o direito de debater todos os assuntos. “O nosso programa tem uma agenda avançada de respeito aos direitos, inclusive os direitos da comunidade LGBT, como a defesa dos direitos de todos os brasileiros.” Em seguida, Marina disse que o programa do PSB é mais avançado do que o do PSOL, o partido de Jean Wyllys.
Dilma e Aécio ainda não divulgaram oficialmente seus programas de governo. Nas diretrizes apresentadas no início da campanha à Justiça Eleitoral, não havia qualquer menção à criminalização da homofobia. Os textos falavam apenas de forma genérica sobre o respeito a diferenças. A redação original do programa da petista chegou a usar o termo “opção sexual”, rechaçado por militantes LGBT, que consideram mais adequado “orientação sexual”.
Em 2011, Dilma, ao vetar a distribuição de material didático anti-homofobia, também usou o termo. “Não aceito propaganda de opção sexual”, disse à época.
Por enquanto, Aécio mantém-se fora da polêmica. Questionado se apoiaria a criminalização da homofobia caso fosse eleito, disse que se trata de um assunto do Legislativo. / COLABORARAM WLADIMIR D'ANDRADE e ISADORA PERON