sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Dilma diz que demitiu Paulo Roberto Costa por falta de 'afinidade'Presidente falou em sabatina do jornal 'O Globo', no Palácio da Alvorada.

Dilma Rousseff em sabatina do jornal 'O Globo' (Foto: André Coelho/Agência O Globo)A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (12), em sabatina do jornal "O Globo", que demitiu o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa por falta de "afinidade"
com
ele. Sobre as denúncias de que Paulo Roberto participava de um esquema de corrupção dentro da estatal, Dilma afirmou que não sabia "o que ele estava fazendo" na estatal.

O ex-diretor foi preso pela Polícia Federal em março, na operação Lava Jato, que investiga lavagem de dinheiro em todo o país. Ele foi diretor da estatal entre 2004 e 2012.
"
Eu
acho que se tivesse sabido de qualquer coisa a respeito do Paulo Roberto, ele teria sido demitido e investigado. Ele não era um pessoa que eu considerava afim com meu governo. Eu tirei o Paulo Roberto. Eu não sabia o que ele estava fazendo. Eu tirei porque eu não tinha afinidade nenhuma com ele", afirmou a presidente.Ainda ao responder sobre suspeitas de corrupção na Petrobras, Dilma afirmou que o governo dela investiga  denúncias "a fundo". Ela também disse que a impressão de que aumentou a corrupção no país se deve ao fato de o atual governo investigar mais do que gestões anteriores. Para ela, o país não tem mais a figura do "engavetador-geral" de denúncias.
"Essa história de que aumentou a corrupção é que quando você não investiga, não aparece. Quando investiga, aparece. Não aumentou a  corrupção. Aumentou a investigação. Não passamos para debaixo do tapete e não engavetamos processos", disse.
"Agora investigamos, porque demos autonomia à PF para fazer e escolhemos na lista do MP aqueles que eles apresentaram, e não um engavetador de ocasião. No Brasil só se punia o  corrupto, e não se punia o corruptor", completou.
Ela disse ainda que em todos os partidos há gente corrupta. Segundo a presidente, há pessoas que se equivocaram dentro do PT, mas que o partido não deve ser "apedrejado".
"Em todos os partidos tem gente corrupta, tem gente que não é corrupta. E os partidos têm seus compromissos históricos. O democrata tem o seu, o republicano americano representa sua trajetória de luta. Se tem equívocos, o meu partido, o PT, tem história de lutas, de militância. Tem pessoas que se equivocaram no PT, mas nem por isso apedreja-se o partido.A presidente afirmou também que não é possível o Brasil enfrentar a crise financeira internacional adotando o "modelito" da falta de investimento. Ela deu a declaração em sabatina do jornal "O Globo", no Palácio da Alvorada. Dilma criticou medidas de austeridade adotadas por outros países para conter os efeitos da crise e disse que o Brasil prepara os "alicerces" para retomada da economia.
Ao falar do que chamou de "modelito", que segundo a presidente são medidas austeras de corte de investimentos, ela lembrou que em 2005 o Fundo Monetário Internacional havia liberado o Brasil para investir R$ 500 milhões em saneamento básico, quantia considerada baixa pela presidente.
"Os R$ 500 milhões davam para fazer investimento em Porto Velho (RO). É impossível este país enfrentar a crise fazendo esse modelito, que é o modelito seguinte: para de investir. Parar de investir, não tem como", disse a presidente. "Eu sei o tamanho da crise. Vivenciei em todos os fóruns internacionais a absoluta falta de solução com as políticas de austeridade, que levaram a uma geração de jovens sem emprego na A presidente disse que adotou postura "defensiva" para lidar com a crise financeira. Ela argumentou que o governo priorizou criação de empregos e aumento de salários, ao contrário do que, segundo ela, se fez em governos anteriores.
"Reagimos garantindo elevação salarial. Reagimos garantindo investimentos em infraestrutura no país. No passado, quando havia crise, se cortava salário, cortava emprego, diminuía o ritmo de investimento", afirmou.
Setor de energia
Dilma foi questionada também sobre o setor elétrico e o aumento no preço da energia. Ela disse que os reajustes foram necessários por causa da seca que afetou o país neste ano. Para Dilma, se a seca deste ano tivesse ocorrido no início dos anos 2000, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o país passaria por racionamento de energia.
"Se a gente tivesse as mesmas condições que tínhamos em 2000, 2001 e 2002, hoje estaríamos sem energia elétrica, e nós estamos diante da maior seca de todos os tempos", disse.
Segundo ela, o governo tomou as providências para que não ocorresse apagão e dobrou a quantidade de linhas de transmissão construídas em relação ao governo FHC.
"Não teve racionamento porque tem segurança para não ter, porque nós dobramos o sistema de transmissão. Compara meus quatro anos com os oito anos que levaram ao apagão. Nos meus quatro anos, eu dobrei as linhas de transmissão em relação aos oito do Fernando Henrique. O que quero dizer é que tomamos as providências para que isso [racionamento] nao acontecesse", disse.
Independência do Banco Central
A presidente se manifestou também sobre a independência do Banco Central, proposta defendida pela sua adversária nas eleições, a candidata do PSB, Marina Silva. Para Dilma, o Banco Central não pode ser um "quarto poder", porque não é eleito pela população.
"Tem um equívoco sobre essa questão do BC, e independência, no Brasil, só dos poderes. O quarto poder, que é o poder da independência do BC, é algo extremamente questionável. Uma coisa é autonomia operacional, outra coisa é independência do BC", disse.
Collor e Sarney
Dilma foi questionada ainda sobre ter, entre os aliados, políticos que já foram rivais do PT, como os ex-presidentes Fernando Collor e José Sarney.
"As pessoas podem fazer alianças e cada um manter sua posição. Eu respeito o presidente Sarney. Respeito bastante.  Acho que ele deu uma contribuição para o país. O Collor, a Justiça inocentou o Collor, eu não sou instância de condenação do Collor. Agora, eles não são pesosas absolutamente próximas ao governo", afirmou.

Neca dá R$ 2 mi a Marina e aliados e é 3ª maior doadora entre pessoas físicas Acionista do banco Itaú ajudou candidata do PSB e concorrentes de outros três partidos todos vinculados à Rede

Neca dá R$ 2 mi a Marina e aliados e é 3ª maior doadora entre pessoas físicas (© Estadão Conteúdo)
Além de coordenar o programa de governo de Marina Silva (PSB), a acionista do banco Itaú e educadora Maria Alice Setubal é a terceira maior doadora individual nestas eleições. Até o começo de setembro, Neca, como é conhecida, havia dado R$ 2.010.200 a candidatos do PSB (16), PV (3), PDT (2) e PPS (1). As doações têm como destinatários concorrentes em 13 Estados e no Distrito Federal. Os valores também variam. Os beneficiados são políticos ligados à Rede Sustentabilidade, partido que Marina tentou criar sem sucesso no ano passado.
As maiores doações foram de R$ 200 mil. Além de Marina - por meio do comitê financeiro da candidatura presidencial do PSB -, receberam essa quantia candidatos a deputado federal em São Paulo (José Gustavo Fávaro) e Tocantins (Rafael Boff), e o candidato a governador do PSB no Amazonas, Marcelo Ramos Rodrigues.
Neca fez ainda seis doações de R$ 130 mil para candidatos à Câmara e ao Senado - como Eliana Calmon (PSB-BA) e Reguffe (PDT-DF). As demais doações são de R$ 70 mil e R$ 10 mil, para candidatos a deputado estadual e federal da Bahia a Santa Catarina. Em comum, a maioria tenta se colocar no perfil de “novo”: jovens, estreantes nas urnas ou defensores da bandeira da renovação.
A acionista do Itaú virou alvo da presidente Dilma Rousseff (PT) por ter doado R$ 1 milhão para um instituto fundado por Marina em 2013. Em entrevista ao Estado publicada nesta quinta-feira, Neca afirmou que o banco “nunca bancou” a ex-ministra.
Líderes. Neca só ficou atrás de outros dois grandes empresários no ranking de maiores doares como pessoa física: Alexandre Grendene Bartelle (R$ 2,4 milhões) e Marcelo Beltrão de Almeida (R$ 2,3 milhões).
O primeiro é um dos fundadores da Grendene, que, segundo a Forbes, é a maior fabricante de sandálias do mundo. Seu patrimônio é estimado pela revista em US$ 1,6 bilhão. Suas doações se concentram nos dois Estados onde a Grendene tem mais interesses: o Ceará (onde fica a maior fábrica) e o Rio Grande do Sul (local da sede administrativa da empresa).
Alexandre foi acompanhado nas doações por três parentes: Pedro Grendene Bartelle (R$ 1,5 milhão), Maria Cristina (R$ 1 milhão), Pedro Bartelle (R$ 625 mil) e Giovana Bartelle Velloso (R$ 375 mil). Juntos, os quatro doaram R$ 5,9 milhões. Como pessoa jurídica, a Grendene doou R$ 1,7 milhão.
Segundo maior doador, Marcelo Beltrão de Almeida (PMDB-PR) é suplente de deputado federal e concorre a uma cadeira no Senado. Marcelo é herdeiro da CR Almeida, uma das maiores empreiteiras do País - e doadora de R$ 9,4 milhões nestas eleições. A maior doação do candidato a senador foi para si próprio: R$ 2,2 milhões. O resto foi para candidatos a deputado estadual do PMDB no Paraná.
Fortalecimento. Procurada pela reportagem, Neca afirmou que não pretende fazer mais doações até o fim da campanha. Ela disse que fez as doações para “fortalecer” os candidatos da Rede. Como a sigla não obteve o registro do Tribunal Superior Eleitoral, o grupo dispersou e acabou se filiando a diferentes partidos. A maioria, porém, seguiu o mesmo caminho de Marina e entrou no PSB.
A assessoria de Marcelo Beltrão de Almeida disse que os valores doados foram altos porque ele optou por financiar a própria campanha, sem depender de recursos de terceiros. Alexandre Grendene Bartelle não foi localizado para comentar o assunto./ COLABOROU ISADORA PERON

Sentença de Pistorius será divulgada em um mês na África do Sul Atleta foi condenado por homicídio culposo da namorada.Do G1, em São Paulo

Oscar Pistorius chega ao prédio do Supremo Tribunal de Pretória, na África do sul. (Foto: Mujahid Safodien / AFP Photo)Oscar Pistorius chega ao prédio do Supremo Tribunal de Pretória, na África do sul. (Foto: Mujahid Safodien / AFP Photo)
A sentença para o crime de homicídio culposo - quando não há intenção de matar - do atleta paraolímpico Oscar Pistorius, sairá no dia 13 de outubro, definiu a juíza Thokozile Masipa nesta sexta-feira (12), em um tribunal da África do Sul. Pistorius foi acusado de matar a tiros a namorada, a modelo Reeva Steenkcamp, em 14 de feveiro de 2013. Ele pode pegar até 15 de prisão. A juíza garantiu liberdade sob fiança ao velocista até o dia da sentença.
Ao ser publicada, essa reporatgem informava que a sentença sairia neste sábado, dia 13. A informação foi corrigida minutos depois, às 8h20, com os detalhes da declaração da juíza.
O tribunal reiniciou nesta sexta a leitura do veredito sobre o julgamento do atleta. A juíza do caso, Thokozile Masipa, que na quinta interrompeu sua leitura no início da tarde, retomou a exposição às 9h30 (local, 4h30 em Brasília) em meio a uma grande expectativa, dentro e fora do país, pelo destino de Pistorius.
Oscar Pistorius chegou ao Tribunal meia hora antes do começo da sessão.Na primeira parte do veredito, o velocista foi absolvido do crime de homicídio doloso, como era pedido pela promotoria, o que o livrou da pena mais dura da legislação sul-africana: a prisão perpétua.
Pistorius acompanha leitura de veredito de seu julgamento em tribunal de Pretória. (Foto: Alon Skuy / Pool / AFP Photo)Pistorius acompanha leitura de veredito de seu julgamento em tribunal de Pretória. (Foto: Alon Skuy / Pool / AFP Photo)
Logo antes de adiar a leitura do veredito, a juíza do deixou claro que não acredita que Pistorius tenha disparado acidentalmente, mas de forma voluntária e negligente, embora isso não implique que buscava matar quem estava por trás da porta.
Uma 'pessoa razoável' teria tomado mais medidas para evitar matar alguém, como, exemplificou, chamar a segurança ou sair na varanda e gritar por ajuda, acrescentou a magistrada.
Segundo fontes jurídicas, a negligência faz prever que o acusado atleta será condenado por homicídio, um delito para o qual a legislação sul-africana prevê um máximo de 15 anos de prisão.
Pistorius protagonizou em 2012 uma das maiores proezas da história do esporte ao se transformar no primeiro atleta com as pernas amputadas a disputar Olimpíadas.

Puxão de Orelha: Henrique devolve: “baixaria é o que Robinson faz ao mentir e querer distorcer os fatos”!

O candidato do PMDB ao Governo do Estado, Henrique Alves, apresentou em seu programa eleitoral documentos que desmentem o que ele mesmo chamou de “baixaria” e “agressões” de um dos adversários o candidato do PSD, vice-governador Robinson Faria. O programa de Robinson havia mostrado antigas denúncias contra Henrique, mas o candidato do PMDB provou por meio de documentação que todas as denúncias eram infundadas e foram arquivadas pela Justiça.


“A campanha do vice de Rosalba continua a veicular denúncias vazias e requentadas. Os casos citados já foram esclarecidos e resolvidos, com documentos que provam o que digo”, disse Henrique Alves logo no início do programa. A campanha de Robinson Faria havia citado uma suposta condenação por improbidade administrativa, uma antiga denúncia acerca da existência de valores no exterior e o uso de um avião da Força Aérea Brasileira em junho do ano passado. Em todos os casos, as denúncias foram arquivadas por não serem verdadeiras.
De acordo com os documentos apresentados pelo candidato do PMDB ontem, a acusação de improbidade administrativa durante o Governo Garibaldi, quando Henrique foi secretário de Estado, foi arquivada no Superior Tribunal de Justiça. Henrique Alves mostrou cópia do Recurso Especial 1.413.013-RN, no qual uma decisão do ministro Mauro Campbell Marques nega os pedidos do Ministério Público e não aceita as provas trazidas pela acusação.
Já a respeito da acusação da existência de supostos valores aplicados no exterior, o desembargador federal Cândido Ribeiro deslegitimou a denúncia e anulou todas os argumentos e evidências coletados pelo Ministério Público. No que diz respeito ao uso do avião da FAB, o assunto sequer chegou à Justiça porque o próprio Ministério Público, órgão responsável por investigar e acusar, quando há irregularidades, arquivou a investigação, destacando que não houve má-fé e que Henrique devolveu os gastos, sem ter cometido nenhuma ilegalidade.
De posse dos documentos que mostram a falta de verdade das acusações, Henrique afirmou estar tranquilo. “Estou tranquilo, porque tenho a verdade comigo. Vou tocar minha campanha em frente, com serenidade, apresentando meu trabalho e minhas propostas para governar. Deixe que a campanha do adversário vá pelo caminho oposto, agredindo e distorcendo os fatos”, garantiu.
Para ele, a verdadeira baixaria é distorcer os fatos. “Isto, sim, é baixaria: faltar com a verdade. Você (eleitor) está vendo tudo e saberá decidir que o melhor para o nosso Estado é mudar com segurança”.
O programa eleitoral seguiu após a apresentação dos documentos com a apresentação de propostas e do trabalho realizado por Henrique pelo Estado nos seus anos como deputado federal pelo Rio Grande do Norte. O município de Riachuelo foi o escolhido para mostrar como o trabalho de Henrique Alves influencia o cotidiano dos potiguares. O calçamento da via que liga a Serra da Formiga à Riachuelo, a construção da praça Cândido Batista e a construção de casas populares no bairro de Nossa Senhora da Conceição, na cidade, foram alguns dos exemplos utilizados.
Também foi o momento para apresentar propostas para a área da saúde, segurança e educação. Henrique elegeu como prioridades na saúde a recuperação dos hospitais regionais, com mais profissionais de saúde e equipamentos, a construção de um novo hospital de traumas em Natal e um mutirão de médicos para realizar cirurgias pelo Estado.
Na área de segurança, são prioridades a realização da Operação 190, na capital e no interior, a qual consiste num plano emergencial com policiamento ostensivo, inteligência e ações sociais de apoio para diminuir os alarmantes índices de segurança que o Rio Grande do Norte ostenta atualmente; e a instalação de um centro de recuperação de dependentes de crack e outras drogas.
Um programa de combate ao analfabetismo, construir mais escolas em tempo integral e o programa Jovem de Futuro, com mais escolas técnicas em todas as regiões do Estado, são as prioridades na área da educação.


Jornal de Hoje